Musicas Arths

Um blog cheio de diverção.

O que vem por aí

O que vem por aí no 2ª Salão Internacional Gospel.

02 Church

Veja mais sobre esse mistério!

Música do Momento!

Bandas que fazem sucesso no segundo semestre de 2012.

Download

Baixe Todas Musicas e muito +++.

Você é quem comanda!

Dê Sua Opinião.

Siga Agente

Acesse já Musicas Arths no Facebook e Também no Twitter!

Angry Birds Jogos

Acesse também o Angry Birds Jogos!

domingo, 31 de julho de 2011

Por Que Ser Diferente!?

Por Que Ser Diferente 

Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente. Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros que riem de inveja de não serem assim. O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas..... Esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou. Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride. O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo. O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais, de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos, por omissão, se unem para transformar o que é potencial em caricatura. O que é percepção aguçada em: "puxa, fulano, COMO VOCÊ É COMPLICADO". O que é o embrião de um estilo próprio em: "você não está vendo como todo mundo faz?" O diferente carrega desde cedo apelidos que acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram nos seus grandes modificadores. Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno, agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham. Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha ou de malícia . Artur da Távola * Alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender. E....nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são CAPAZES. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Música na Adolescência

“A música está muito presente nas nossas vidas (…). A música pesada, por exemplo, quando estou a estudar, consigo considerá-la boa música. Música a adormecer, música a acordar. (…) Todos temos a música sempre presente na nossa vida. Estamos sempre, sempre, a ouvir música” .
A omnipresença da música
A música, através dos sons e silêncios que lhe dão vida, entremeia tudo, em qualquer contexto, aparência ou forma. Até nós mesmos. Tantas vezes de modo imperceptível, subtil ou ignorado… por vezes de forma deliberada, apetecida ou apaixonada. No início era o Verbo… por estas ou por semelhantes palavras se alude, nas diversas concepções religiosas, à criação dos mundos ora conhecidos e aos acordes que os sustentam. “O universo é a canção do seu Criador”. Ao som (bem como à entoação), desde há muito que é reconhecido um poder criador… ou destruidor.

Para Pitágoras, Sócrates ou Platão, se nós conhecêssemos o acorde do nosso “ser mais íntimo”, da psyché ou alma, e nos sintonizássemos com Ele, logo harmonizaríamos o nosso corpo, o modo como pensamos e sentimos, em conformidade com esse Ser profundo que nos anima, tornando-nos perfeitos . Uma das nossas maiores dificuldades é ouvirmo-nos e discernirmos o que é harmonioso e engrandecedor, em lugar do que é dissonante, redutor e, eventualmente, patológico.
Música deriva de mousiké, liga-se ao templo ou à arte das musas, da qual todas as artes derivaram . Para Platão “a música é a filosofia dos deuses. Foi-nos dada, por causa da harmonia, pelas musas, como uma ajuda para a revolução íntima da alma, quando esta perdeu a sua harmonia, e para apoiar a restauração da sua ordem e a reconciliar consigo própria”. Mais tarde, um professor definiu-a assim: “A música é um fenómeno acústico para o prosaico; um problema de melodia, harmonia e ritmo para o teórico; e o desdobramento das asas da alma, o despertar e a realização de todos os sonhos e anseios de quem verdadeiramente a ama”.
A vida em si mesma é movimento e o movimento gera som. Então, a vida também é som e, num certo sentido, tudo é música. Daí ser natural comunicarmos pelo som. Qualquer coisa, objecto, ideação, ser, tanto ao nível do micro como do macrocosmos, é (uma forma de) energia, tem uma vibração própria caracterizada em particular por alguma nota ou acorde. Mesmo no silêncio, há algo de subtil que sempre vibra e permanece como um enigma silencioso por descobrir e despertar. Segundo o músico John Cage, “não existe silêncio total porque há sempre algo que emite um som”. E é “nesse silêncio” que podemos tentar escutar o ecoar “desse som primordial” em vias de se manifestar sensitivamente, até mesmo no olhar distante dos adolescentes que, indecisos, curiosos, perdidos ou receosos, hesitam em falar.
A verdade é que o silêncio precede sempre o som. Contudo, é filosoficamente inconcebível, tal como o nada ou o vazio. É somente ao aprendermos a escutar e ao começarmos a perscrutar o “silêncio interior” que iniciamos verdadeiramente o caminho de auto-descoberta e de alguma revelação (ainda que ínfima e fugidia) acerca de quem somos, do que somos, donde vimos e para onde vamos. Aos poucos começamos a entender o caminho que queremos realmente percorrer, com a estranha e incómoda sensação que é ao pensarmos e agirmos por dever (e não por atracção, repulsão… ou indiferença) que nos é oferecida uma sensação (agridoce) de liberdade.

“No Silêncio – só no Silêncio – no vazio que é repleto – só no vazio que é repleto – no nada que é tudo – só no nada que é tudo – há Liberdade”.
A premência da música na adolescência
Todos nós “navegamos” continuamente em múltiplos sons, mesmo se absortos em preocupações, ruídos e interferências típicas, nesta “sociedade do prazer, da informação e do conhecimento”, apressada e tecnologicamente dependente. Isso é habitualmente evidente num jovem adolescente, na sua ânsia de crescer, autonomizar-se e sentir-se livre. Sendo a adolescência um período caracterizado por grande inquietação, dúvidas existenciais essenciais, emoções cambiantes e momentos ora de desequilíbrio, ora de equilíbrio - num caminho fecundo de descobertas, sentimentos pulsantes e intensos, animado ao som da música -, e dada a relação tão íntima verificada entre as emoções e a música, é lógico que exista uma estreita ligação entre a adolescência e a música. Quem melhor do que os adolescentes - procurando entender o que a vida lhes transmite e na ânsia de sentir que estão mesmo a viver - realçará o que a música suscita? Como os poderemos compreender (e a todos nós…) se não conhecermos minimamente a música que ouvem e apreciam?**
Algumas práticas comuns na adolescência associam-se às chamadas culturas juvenis, relacionam-se em especial com a integração social de cada jovem, através da partilha e acúmulo de experiências e referências identitárias, bem como de disposições simbólicas, normativas, morais, ideológicas e culturais específicas. Entre estas destaca-se a música, essencial na formação da identidade pessoal e social, no estimular da sociabilidade e na socialização na adolescência. A música escutada em grupo, p.e. nos grandes concertos de rock, é um bom exemplo deste processo.
Num estudo recente verificou-se entre jovens portugueses dos 15 aos 29 anos, que apenas 1,1% diz nunca ouvir música! Perto de 50% prefere ouvir música agradável, alegre, divertida ou que descontraia; ao chegar a casa, 80% ouvem música e 70% estudam ou trabalham ao som da música. Um outro estudo revelou que 92,3% dos jovens ouve música todos os dias, tendo por hábito pôr a música a tocar em casa mas apenas cerca de 5% estão única e exclusivamente concentrados na música; para mais de 20% dos jovens inquiridos, a música é uma componente importante na sua formação como pessoa, sendo que 42% a associam a distracção e a prazer, e 22% dizem não poder viver sem ela; para 54% desses jovens, a música influencia a sua personalidade, enquanto quase 91% relevou a influência da mesma no seu estado de espírito (ou temperamento), quase 46% nos seus comportamentos, 53% nas atitudes, e cerca de 27% no seu aspecto visual .
Nalguns casos, a atenção dada pelos jovens à música poderá ser superada pelo tempo concedido à televisão, à internet, aos filmes ou aos jogos. Mas, em geral, a actividade de lazer mais comum entre os jovens adolescentes continua a ser ouvir música, não só nos tempos livres mas “no âmbito das actividades que estes adolescentes realizam, independentemente do contexto em que elas se realizam”. Por exemplo, numa investigação realizada também com jovens portugueses observou-se que para 30% a música é importante na sua vida, e para 50% é mesmo bastante/muito importante. Emerge assim com uma premência inquestionável, indissociável do actual quotidiano adolescente, e imprescindível no seu desenvolvimento emocional, mental, moral e social.

Efeitos da música, em especial, na adolescência
A sós, acompanhado ou em grupo, no quarto ou em grandes salas, em viagem, a trabalhar, a estudar, …, na rádio, na televisão, num cd, dvd ou na internet, em público (até no metro e nos autocarros), num local de convívio ou divertimento, …. a música pode escutar-se em qualquer momento. A tecnologia actual (portátil e sem fios) deixa o tema favorito ao alcance de um click.
A música, sendo muitas vezes escolhida conforme o que se sente no momento, influi sempre no estado emocional do ouvinte. Daí, também, a importância da música, e da Musicoterapia, no acompanhamento de certos adolescentes com dificuldades desenvolvimentais mas, sobretudo, como uma disciplina regular que se espera poder vir a ser implementada nas escolas, na educação global e integral da criança e do adolescente, para estimular a sua auto-descoberta, o desenvolvimento das suas potencialidades, a harmonia e uma melhor comunicação/interacção com o exterior.
“O Homem deve buscar a Música do futuro dentro de si mesmo mediante a comunhão com o seu próprio ser profundo ou espiritual e, por intermédio deste, com todo o universo. Encarada deste modo, a Música, baseada na compreensão da vida, da essência dos seres (…), mais fácil, definida e ostensivamente terá uma função terapêutica que, a pouco e pouco, se irá impondo. Ter-se-á em conta, cada vez mais, o efeito da Música, de cada tipo de musicalidade, de cada obra musical nas pessoas que a ouvem, e maior cuidado será posto na sua produção e na escolha da sua audição para cada um e para cada situação ou estado físico ou psíquico” .
Conforme a qualidade, intensidade, ritmo e frequência dos estímulos sonoros, a música tanto pode induzir efeitos edificantes e positivos como desestruturantes e negativos no ser humano . Quaisquer que sejam as circunstâncias e influências em que a música germina, sabemos há muito que ela veicula uma força poderosa, capaz de alterar a nossa percepção e cognição. Na infância incute efeitos duradouros no desenvolvimento psicológico, que se repercutem claramente na criança, no adolescente e, mais tarde, no adulto . Sabemos igualmente que alguns tipos de música ajudam a descontrair, acalmar ou dispor bem. E que músicas com um ritmo muito forte ou sincopado, ainda que sejam estimulantes, podem ter um efeito (no mínimo) dispersivo no sistema nervoso, dificultando a concentração ou descontracção.
Qualquer adolescente precisa de sentir-se ligado a si, a algo e a alguém, ser apreciado, estabelecer laços afectivos, comunicar e partilhar o que pensa e sente. A música pode ajudá-lo a reflectir, sonhar, vivenciar, imaginar ou exprimir o que sente, ainda que através da peça musical que ouve ou pelas palavras de outrem. E pode contribuir tanto para viver momentos de grande diversão ou exaltação, como para aliviar ou atenuar certas tensões e apreensões. Dada a sua forte associação com as emoções (como a euforia, a melancolia, a alegria ou a tristeza), a música pode também influenciar o comportamento, o funcionamento corporal e o estado psicológico ou emocional  do adolescente, servindo de via, refúgio ou suporte emocional, até nos períodos de isolamento ou incompreensão, ou funcionando como espelho de pensamentos, símbolos e sentimentos.
Dada a suposta relação de algumas músicas (e do seu conteúdo) com a criatividade e o desenvolvimento da sensibilidade e inteligência, por um lado, e com os distúrbios psicológicos, as condutas suicidas ou para-suicidas adolescentes, por outro, várias pesquisas têm sido efectuadas. É assim que as preferências musicais constituem um importante indicador para os técnicos de saúde, auxiliando-os nos cuidados primários a prestar .
O que continua por estudar é o efeito de músicas que, pela sua composição, ritmo, compasso e timbre, veiculam algumas qualidades associadas a quaisquer dos sete principais tipos de temperamento humano, ou às sete qualidades fundamentais da vida. “O músico do futuro penetrará no fundo de si mesmo e, em silêncio e calma, encontrará a musicalidade íntima do seu ser e dos outros seres” . Então a música será uma terapia aperfeiçoada.

Alguns comentários finais
A música é essencial no decorrer de toda a adolescência… e não só. Está presente em quase todos os momentos e circunstâncias. Oferta-nos um meio de nos darmos a conhecer (mutuamente), de nos ligarmos, equilibrarmos e harmonizarmos. Os gostos musicais dos adolescentes são como janelas que se nos abrem para o seu íntimo, para cada criança que ficou para trás e para o adulto em formação; reflectem aspectos da sua personalidade e da sua individualidade; dão-nos indícios importantes acerca das suas ideias e sentimentos, sobre si mesmos, os outros, … a vida. Em qualquer estilo, a (boa) música, supera a limitação das palavras, reflecte muito sobre quem a compôs e não menos sobre quem a refere ou escuta, atentamente. Pela música, o ouvinte e o músico dão lugar a algo maior, que os liga entre si, no plano afectivo e no abstracto, tal como sucede com o amor. “Transforma-se o ouvinte na música ouvida”.
É importante encontrar a oportunidade de escutar os adolescentes sobre o que mais gostam de ouvir, o que os leva a essas preferências, que motivações têm, o que pensam sobre o que ouvem, o que as músicas lhes fazem sentir. Aprender música, ou sobre música, implica, antes de mais, saber escutar. E aprender a escutar é, certamente, dos desafios mais difíceis que nos são proporcionados.
A música pode ter um grande poder e influência na vida humana, na disposição emocional, na terapêutica de certas doenças, na prevenção dos actos (para)suicidas, no bem-estar, relaxamento e concentração, no desenvolvimento da inteligência, do pensamento abstracto, da sensibilidade e das capacidades criativas, … na educação.
O ensino tem sido muito mais voltado para a instrução do que para a educação. É essencial contribuirmos mais para novos modelos de educação, mais justos, correctos e edificantes. A música pode realmente ajudar o indivíduo a sintonizar-se consigo mesmo, com a chama que o anima; pode estimulá-lo a descobrir-se, a encontrar, manifestar e desenvolver o que de melhor já existe no seu íntimo; pode auxiliá-lo a transcender-se e a catapultá-lo para além dos seus limites, libertando-o dos grilhões que tantas vezes o amordaçam em deveres repetitivos, redutores ou mesquinhos, em casa ou na escola. Ora, isto é particularmente vital na infância e na adolescência. Como escreveu um dia Agostinho da Silva, “chegou o tempo de nos prepararmos para as novas viagens, que o soltar das amarras vem aí” . Que venha mesmo. Insuflado pelo vento superior, ao sabor da música!
Os trabalhos com sons e música, a educação musical e a musicoterapia, adaptados às características psicológicas de cada jovem (de acordo com o seu temperamento e estado de desenvolvimento individual), podem associar-se a técnicas de concentração, meditação ou visualização criativa, e aliar-se com outras práticas (individuais ou grupais), artes e ciências. É necessário envolver os pais, professores e todos os agentes do ensino em geral. Educar não é levar alguém a ser algo que outrem deseja ou lhe projecta, não é moldar e muito menos violentar a potencialidade de um jovem ou influir na sua orientação futura; é, sim, dar meios de expressão à sua criatividade e capacidade de comunicação e concretização, é ajudá-lo no caminho, apoiando-o e incitando-o sem o direccionar abusivamente. A música na escola é uma disciplina essencial.
O adolescente, em fase de descoberta intensa e oscilante vivência emocional, tem que romper certas ilusões, desenvolver o raciocínio abstracto, encontrar um ritmo próprio, um equilíbrio e um acorde ou harmonia interior, que o leve a percorrer o (longo) caminho escolhido e auxilie na premência de encontrar (alguma explicação para) o sentido da Vida.
A música é indispensável em todo este movimento evolutivo, a nível individual, grupal e social. Até a Humanidade, como se estivesse também a passar por um período de adolescência, parece despertar lentamente para os grandes problemas que afectam o mundo, num movimento contínuo. Afinal, a vida é, em si mesma, movimento e música.
“A música é a grande síntese de todas as artes, (…) é a mais perfeita representação do Verbo divino”.Mas é também uma ciência, que se deve apreciar pela emoção e compreender pela inteligência. O músico que penetra no fundo de si mesmo tenta encontrar a musicalidade íntima do seu ser e de todos os seres. Num sentido profundo, poderemos nós abordar a vida sem nos referirmos à música? A música revela a ordem magnificente do cosmos e, por analogia, de cada adolescente, de cada um de nós. Conseguiremos escutá-la?

https://twitter.com/ Delicious https://www.facebook.com/ Digg Stumbleupon Favorites More